quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

VENTANIA


Foto: José Marques Lopes, Penápolis-SP.
                                

Ano Novo, ventos novos! O que 2006 teve de calmaria e tempo disperdiçado, 2007 teve de ventos, ainda que, por quase todo o tempo, suaves. Mas os poucos dias de ventos fortes compensaram o calendário inteiro, com pensamentos bagunçados por novos pensamentos em busca de espaço, dúvidas planando ao redor, coisas sendo mudadas de lugar sem aviso - e com aviso também.
Perca o tempo com o que quiser, só não perca o vento batendo no rosto. Literalmente!
Em 2007 estivemos numa escadaria. Deixamos o vento (des)organizar as idéias. Por alguns minutos confirmei que precisamos sempre de uma lufada de vento, se for inesperado, melhor ainda. Por isso o vento na escadaria do monumento, em frente ao Museu do Ipiranga, ficou sendo o primeiro entre os melhores momentos vividos em 2007.
Marília, São Paulo, Rio Preto, Araçatuba. Prova de mestrado, curso, fórum, palestra, shows, camarins (e os micos, é claro!), churrascos, noites na rua falando abobrinha, ouvindo música. Big Brother Birigui. Encontros e reencontros com os focas mais perturbados do planeta. Certezas. De que nem tudo é tirado do lugar - não importa o vento. Amigos novos, muitos. Velhos amigos, muito mais próximos.
Por isso 2007 foi o ano das confirmações. Os tantos erros tolerados, alimentados e despedidos em 2006, ficaram ainda mais evidentes depois, olhados de longe. Foi o ano de olhar pra trás e encarar, reconhecer o que definitivamente nunca deveria ter recebido tanto espaço. E, claro, dar-lhe o devido lugar. O ano de se ver repetindo "mas o que eu estava fazendo pra não ter enxergado isso?". O ano de faxinar. De deixar os valores, os relacionamentos, as idéias e os sonhos em suas devidas prateleiras. E dizer "se quase não sei o que fazer com tudo isso, ao menos agora eles estão com seus devidos rótulos, em seus devidos espaços".
E justo para a menina que adora ritos, assim que chegou 2008 deixaram que lhe tocasse os ouvidos "Tão fácil perceber que a sorte escolheu você e você cego, nem nota (...) Se a sorte lhe sorriu, porque não sorrir de volta?" e ela já esperou por ventos. Quase impaciente. E nem precisou esperar muito.
Mal 2008 deu as caras e já foi eleito o ano das mudanças. Do aprendizado. Agora sim, com os pensamentos em ordem. Saber para onde olhar. Ter para onde olhar, com vontade. Com ventos. Com previsão até de ventania.


Vento Ventania
Vento, ventania
Me leve prá onde
Nasce a chuva
Prá lá de onde
O vento faz a curva...

Me deixe cavalgar
Nos seus desatinos
Nas revoadas
Redemoinhos...
Vento, ventania
Me leve sem destino

Quero juntar-me a você
E carregar
Os balões pro mar
Quero enrolar
As pipas nos fios
Mandar meus beijos
Pelo ar...

(...)

Vento, ventania
Agora que estou solto na vida
Me leve prá qualquer lugar
Me leve mas não me faça voltar...

2 comentários:

Anônimo disse...

uuuuualllllllll alto astral legal, 10!! parabens.

victor disse...

essa musica ja e perfeita,ficou o bicho........beijooos