quinta-feira, 26 de abril de 2012

Em abril, ainda lembro março!



Março de 2012 foi dos meses mais bonitos, e, certamente, o mais surpreendente de todos os marços e de todos os anos de minha vida (que, se não foi tão longa até aqui, intensa foi!). 
No outro post, parecia que eu "podia prever" boas novas, e foi metade isso mesmo. Novos ventos soprariam, porque já estavam encomendados desde janeiro. 
Fevereiro chegou com a surpresa - não uma, mas algumas. Na pele de quem as recebe, é como receber flores seguidamente, e ver que a casa se enche minuto a minuto. 
Os primeiros dias de fevereiro foram de muita felicidade, de muita gratidão ao Deus no qual eu confio, e de muita certeza: a certeza de que eu estava no lugar certo. 
E tem coisa mais bonita do que a paz de viver no lugar certo?
Pois bem....E enquanto eu saboreava as então chegadas alegrias previstas, mal sabia que surpresas, do outro lado de tudo, chegariam. E chegou também em março!
Foi ele, março, que solidificou a alegria e deixou palpável a nova vida. Março materializou os abraços. Colocou perfume nas mãos. Março trocou sonho por fantasia. Fez, dia após dia, tudo que até então podia apenas ser sonho.  

Março de 2012 foi o mês da felicidade, do início ao fim. 
E sua alegria reflete, continua, se estende, perdura.


Viva março de 2012! E viva a continuidade de tudo!
Viva a alegria de se estar exatamente onde deveria!


(À Deus, pelo tudo. E sem o qual eu acredito que nenhuma surpresa eu teria)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

abril não é apenas um mês



Abril Despedaçado (Walter Salles Brasil – Suíça – França – 2001). Nesse filme terno e comovente, o amarelo-deserto é a cor que, em seu funcionamento como significante-mestre desta linguagem cinematográfica, articula uma fala que remete o espectador para o universal.

O que me chamou a atenção é que já é abril. É hora de romper o silêncio aqui porque descobri recentemente que tem gente que nota quando minhas linhas cansam. Bom saber. Então abril avança e me cutuquei até dormir pensando o que escreveria. Acordei e pensei, abril despedaçado. Sai procurando google adentro pela expressão abril despedaçado e me chamou o trecho que abre
este post, de autoria de José Paulo Bandeira da Silveira, cientista político e Professor-Doutor da UFRJ. Não pelo título do Silveira, mas pela referência à cor, despertei. Amarelo –deserto. Choque, transe, sonolência. Amarelo-deserto pode ferir, ao mesmo tempo que nos mantem em dormência. Repare nos finais de tarde deste abril. Amarelo-deserto, rosa-vulcão, vermelho-pálido, azul-bolha. E o céu parece anunciar a chegada de um fato, de um aniversário, de um brilho nos olhos, o ônibus que estaciona na plataforma lá no canto. E partem. Ônibus, o ano velho, a notícia no jornal, fica só o brilho nos olhos, que acalma, fascina, transborda aos sentimentos nem sempre os melhores.
Abril, monte suas peças, siga seu rumo, sobreponha março, mas não proíba maio.