segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

cafés, sorvetes....



Daí vem a estranheza dos dias leves depois de...
E pensar que foi só você aparecer...
Parecia ter chegado tão de repente, e agora está aqui como tão antes.
Impressões bonitas. Você deixa impressões bonitas como aquela do Chico Buarque.
Ainda assusto com comparações. As inevitáveis medidas e memórias.
Você e seus cafés. Eu e meus sorvetes.
Ensina-me a aquietar. Encoraja-me a tentar deixar você me defender.
Abrace os meus ombros por longos minutos enquanto tento aprender.
Seus cafés, meus sorvetes. Os minutos que faltam para você chegar.
As amenidades todas. Os risos todos. Os sorrisos todos.
Todas as boas notícias que quer me dar.
Seus abraços chegada. Meu medo partida.
Meus dedos presos, suas mãos estendidas.
Seus cafés, meus sorvetes.
Por favor, insista!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Não pode haver UM Natal!

"Todo ser humano está pronto a receber Deus. O mundo está mais pronto a receber Jesus do que nós, igreja, pregamos. Porque o mundo está sentindo saudades de onde veio"
(Pr. Luciano Subirá)






Jesus não nasceu num 25 de dezembro, sabemos disso, mas o propósito de lembrar sua chegada é bom, seja em qual dia for.
Mas falemos antes sobre o nosso nascimento: o meu, o seu, o de cada um de nós.
No início da criação da humanidade eram Deus-Pai, Deus-Palavra (Verbo) e Deus-Espírito e fomos feitos primeiro espírito. Depois desceu Deus à Terra, nos formou do pó e soprou em nós a Palavra, tornando-nos seres viventes.
Quando Adão desobedeceu, desligou-se, a Palavra se retirou de nós e passamos a depender da lei, a sermos regidos por ela.

Agora, falemos sobre o nascimento de Jesus, que foi quando a Palavra/Verbo se fez carne.
É claro que Jesus fez muitas coisas no pouco tempo de sua missão como homem, mas Jesus não foi apenas um homem: é o resgate, o reestabelecimento, a restauração de algo que perdemos pela desobediência.
Somente um homem poderia pagar o preço do erro do próprio homem. Então veio Jesus, o Verbo encarnado, nascer para morrer condenado, machucado e humilhado, porque era isso o que acontecia a cada um de nós no mundo espiritual até então.
Jesus veio resgatar nossa ligação original com o Pai. Por causa de Jesus, não vivemos mais sob a lei, mas sim sob a graça.

Entendeu por que o nascimento de Jesus é muito mais que a chegada de um homem bom ao mundo? Por isso, não pode simplesmente haver UM Natal. Se não nos lembrarmos disso todos os dias, não precisará ter havia um 25 de dezembro. Nem luzinhas, nem reflexão, nem abraços, nem palavras bonitas. Não precisará ter havido festa.
Pessoas que não conhecem ou não reconhecem Jesus, ainda assim, não deixarão de sentir a falta da origem, porque nossa completude está na origem, no propósito original para o qual fomos criados.
Então, eu desejo hoje que haja MUITA festa, mas que amanhã haja também. Que Jesus não seja esquecido. E que Seu nome seja exaltado dia após dia, por tudo que fez, que tem feito, e que ainda vai fazer.

O Natal é Eternidade.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

certeira

os dias já foram embora, embora a lua não apareceu. chato esperar a luz da lua, com a lua de uma lanterna que insiste em resolver não fazer escuro. mas escuro pode ser bom, assim como o silêncio. em muitas tardes, noites, manhãs recém amanhecidas, deixei que o silêncio organizasse as coisas aqui dentro. cabeça, coração, sentimento, razão. tudo já foi muito quieto, quieto mesmo, da maneira que ensina, acalma, deixa em paz. me deixa em paz! 
recebo teu chamado como que não pudesse ter forças para resistir. não quero resistir, não posso resistir e...resisto. simples tuas palavras, teus gestos parecem mais leves, mas como ter a certeza se não posso olhar nos teus olhos? então tenho a chance, que passa por mim feito o lado oposto de uma escada rolante....vai, vem, enquanto vou, depois fico, te olhando, saindo, sem medo, sem guias, sem mim.
olhos tão jovens, sorriso tão sábio, decisões tão diretas, me deixam quase mudo, desta vez em um silêncio que incomoda, que envergonha, que castiga. passo a queimar neurônios e não tenho algo formulado que possa ao menos responder aquela voz sóbria e cheia de certeza. qual certeza? ponto para a dúvida, sempre ela, certeira.