segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

choveu muito, lembrei de uma mulher


Dez minutos depois que me 'pediste' para escrever começou a chover, chuva forte que depois amançou, mas não cessou por não menos que cinco horas. pouca pode até andar sua imaginação, mas de plantão estão os anjos, que derramam água como aquelas que prendem as pessoas em casa e no trabalho só para que continuem a fazer o que haviam começado, ou quem sabe, iniciar algo que lhe fora encomendado. ria, ria muito, pode rir mais!
mas brotar mesmo não brotou nada. pensei em contar a história de uma mulher que conhecera, de um menino que imaginava que não havia se tornado adulto ou mesmo de uma adolescente de opinião forte. nem imagino qual destes relatos que já me cairam às mãos e fruiram na memória você escolheria. fico assim, com essa liberdade que nos prende, com um pouco do que ouvi dizer de uma mulher que dedicara a vida a um homem e que só foi chorar quando ele não mais poderia abraçá-la. sim, foram mais de três décadas dedicadas, amadas, esperanças, planos, estações que se repetiram e se alternaram como sentimentos que partem da euforia, passam pela agonia e insistem voltar aos olhos que brilham com uma voz que sempre dava a certeza de, no mínimo, alegria. caminharam aqueles dois, literalmente. cidades, pessoas, aventuras, terminadas em uma tarde de um verão o qual o que menos importa é a data. fazia calor como hoje, chovia alternadamente como aqueles sentimentos que significaram uma vida, interrompidos pelo tempo, sem desfecho formulados em roteiro. ele partia, sem direitos a despedidas. nunca tiveram certezas, a não ser a do carinho, uma ternura que daquelas que chega a machucar os amargos. ela desabou, enrolou suas lembranças em um lençol e voltou para um lugar que jamais quiz permanecer, mas que permaneceu vivo em suas palavras. esperar não espera mais, apenas vive da certeza de que um dia amou.
PS.fora essas linhas, o texto sobre 2007/2008 é ótimo, pra variar.

Um comentário:

Joana disse...

passei por akie gostei do que vi,abraços