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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

"ainda estou flutuando"

Lírios, delírios, delícias de uma amiga sonhadora que realizou e convidou pra dividir. Divididos que se juntaram, silêncios extensos para reparar. Prender o ar para apreender o entrar do canto em cada canto dos ouvidos. Sentidos tão sentidos, tão recebidos, tão perceptivos.
Domingo foi dia de Talita!
Talita Rustichelli é uma amiga. Jornalista e cantora, me daria motivos suficientes para admirá-la, mas ela veio extrapolando.
Na noite de ontem, um exemplo: ela arrancou um silêncio estridente dentro de um teatro lotado de gente diferente. Eu vi criança dançando, eu vi vovó balançando, mas eu vi num momento um silêncio. O maior silêncio que eu já ouvi.
Quando vi, eu estava sem ar por falta de ruído. O silêncio bateu estúpido no meu peito e senti a garganta mandando o ar não passar. Era preciso manter aquele silêncio.
"Se pergunte o que você fez por você", ela cantava no momento do maior silêncio. Quanto percebi, eu estava dentro da partitura, pregada na pasta aberta diante do microfone dela. Busquei os olhos que me acompanhavam na poltrona ao lado. Mas meus olhos não viravam, e senti que o menino bonito engoliu um gole seco, de boca fechada e respiração interrompida. Ele também estava lá na partitura dela. Nós todos, os duzentos ou mais, estávamos pregados lá.
De todas as lembranças, esta está cravada no pé da garganta.
Hoje eu sabia que eu era das pessoas mais privilegiadas do mundo por ganhar aquele momento. Falando há pouco com a Talita, ela resumiu na frase que dá título a este post. E agora eu tenho a certeza de que eu também flutuei.

Fica, então, aqui o registro sobre alguns segundos de uma noite inteira de surpresas e suspiros.
Não postarei fotos, não fotografei dessa vez, optei por apreender os sentidos.
Talita Rustichelli lançou na noite de ontem seu CD "Tudo é Bom", em show realizado no Teatro Castro Alves, na cidade de Araçatuba-SP.
Dá pra encontrá-la pela página do Facebook.




Amanda Reis
27 de janeiro de 2014

terça-feira, 4 de junho de 2013

quando

Quando te vi passar fiquei paralisado
Tremi até o chão como um terremoto no Japão
Um vento, um tufão
Uma batedeira sem botão
Foi assim viu
Me vi na sua mão
Perdi a hora de voltar para o trabalho
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo

(Marcelo Jeneci)

sábado, 4 de junho de 2011

Antiga, antiga, tão antiga - e eu me lembro

Quando eu tinha uns 10 anos ouvi esta canção num programa da TV Cultura e ela nunca mais saiu da minha cabeça. Eu tenho o programa gravado numa das fitas que a gente grava e nunca mais assiste e jamais me dediquei a procurá-la.
Mas como hoje é dos dias em que ela não me sai da cabeça, joguei no Google e...simples e gostoso como ganhar um abraço demorado!


Cantiga Antiga

Eu fiz uma cantiga bem antiga pra você / Pensando que você fosse gostar
Voltar no nosso tempo de crianças / Quando a gente ainda brincava
Eu puxava as suas tranças / Só pra ver você zangar
Você zangava e me chamava / De boboca perna torta
Perna torta é a vó...
Eu fiz uma cantiga muito antiga pra você / Tentando só fazer você lembrar
Que eu era o menino calças curtas / De cabelo arrepiado
Que queria ser soldado / Do primeiro batalhão
E ganhar mais de 1 milhão / E a gente se casar
Eu fiz esta cantiga tão antiga / Tão antiga que você / Nem vai lembrar...

(Silvio Cesar / Sylvan Paezzo)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Silencio

(9/7/1935 - 4/10/2009)

Duerme en mi jardin
Las blancas azucenas,
los nardos y las rosas
Mi alma, muy triste y pesarosa
A las flores quiere ocultar su amargo dolor
Yo no quiero que las flores sepan
Los tormentos que me da la vida
Si supieran lo que estoy sufriendo
Por mis penas llorarian tambien
Silencio que estan durmiendo
Los nardos y las azucenas
No quiero que sepan mis penas
Porque si me ven llorando moriran

Silencio (Rafael Hernandez)