domingo, 28 de fevereiro de 2010

Amigo,



Amigo,
Te digo, a espera pode não ser a melhor opção. Siga. Eu continuarei a optar por ela.
Para mim, é na espera que eu sei que já estive no tempo certo, e espero. Por ele. Pelo atraso. Mesmo pelo cansaço da espera.
Ainda que os instantes não sejam jamais os mesmos (pois nunca se repetirá no mundo o cheiro, o som, a luz...e isso não notamos, percebe?), não posso substituí-los em mim. Mas é preciso seguir!
Então vou até lá. Não vou te avisar. Prometo não pensar que dessa vez não sugerimos esticar o caminho parando os passos. Que não conversamos demoradamente. E que não morremos de rir. E que não fomos embora escondendo os rostos, chorando.
Vou me sentar ali, sozinha.

Você não soube.
Mas fui apenas para te esperar.


(São Paulo, 30/01/2010)

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